Partida
Duas figuras encaram a iminência do abandono em uma estação desativada. Corpos exaustos pela repetição de rituais de despedida que nunca se consumam, explorando o silêncio e o peso temporal da dramaturgia da espera.
ESTRUTURA MONOLÍTICA DE DEFESA INFORMACIONAL, INFRAESTRUTURA RESILIENTE E PROTOCOLOS DE INTELIGÊNCIA AVANÇADA. OPERAÇÕES ININTERRUPTAS DESDE 1984.
Há duas décadas ininterruptas, a Cia Antares estabelece a sua base de investigação cênica e audiovisual no Ponto de Cultura IPRA (Instituto de Promoção do Menor de Franca), em parceria contínua com a Prefeitura Municipal de Franca e amparada pelas principais diretrizes de fomento à cultura nacional e regional (como o ProAC, Lei Paulo Gustavo e leis de incentivo fiscal).
O antigo galpão de arquitetura fabril em tijolo aparente consolidou-se como um polo descentralizado de formação gratuita de cineastas, atores e técnicos periféricos, aproximando a criação artística de vanguarda das realidades socioculturais do interior de São Paulo.
Mais de 120 oficinas abertas, 40 obras cênico-audiovisuais produzidas e acesso democrático irrestrito ao cinema autoral.
Espaço reservado para a fotografia oficial do galpão de ensaios do IPRA. Fachada industrial, vãos zenitais de luz natural e 300m² de chão livre de criação.
Espaço demarcado para a fotografia do diretor em ensaio. O encenador compondo partituras corporais e trabalhando a física do ator sobre o cimento cru.
Narrativas forjadas na tensão dramática, no silêncio e na exploração do tempo cinematográfico.
Duas figuras encaram a iminência do abandono em uma estação desativada. Corpos exaustos pela repetição de rituais de despedida que nunca se consumam, explorando o silêncio e o peso temporal da dramaturgia da espera.
Um rito cênico de depuração física e confessional. Confinados entre paredes brutas de concreto, intérpretes desnudam o colapso institucional e as cicatrizes políticas inscritas na musculatura e no fôlego.
Adaptação cáustica do isolamento e da aristocracia em ruínas. A decadência de uma memória familiar confrontada pela inexorável marcha do tempo em uma sala de jantar esvaziada.
Uma mesa de banquete desprovida de qualquer alimento onde comensais esfarrapados celebram a escassez absoluta. Poética grotesca sobre a fome física e o canibalismo social do presente.
A tragédia sofocliana desconstruída em fragmentos de terra, cal e sangue. O embate irreconciliável entre o dever sagrado de sepultar os mortos e a lei despótica do Estado.